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4 critérios essenciais para determinar o desenho de pesquisa da sua tese

No nosso último encontro, definimos o “O QUÊ” da sua pesquisa por meio dos holótipos ou tipos de pesquisa. Agora, chegou o momento de definir o “COMO”: a estratégia que você usará para encontrar as respostas. Bem-vindo ao mundo do desenho de pesquisa.
Compreender esse conceito é fundamental para a validade da sua tese. E o primeiro passo é esclarecer um ponto essencial: o desenho de pesquisa não é a mesma coisa que o tipo de pesquisa.
- O Tipo (Holótipo) é definido pelo seu objetivo geral. É o nível de conhecimento que você busca alcançar (descrever, explicar, propor etc.).
- O Desenho é definido pelo seu procedimento. É o plano estratégico que você seguirá para coletar seus dados de forma válida e confiável.
Como identifico o desenho da minha tese? Os 4 critérios essenciais
Escolher um desenho não significa selecionar um nome de uma lista ao acaso. É o resultado de tomar decisões estratégicas com base em quatro critérios metodológicos. Pense nisso como configurar o GPS da sua coleta de dados.
1. De Onde Vêm os Seus Dados? (Fontes e Contexto)
- Desenho de campo: Se você coleta informações de fontes vivas (pessoas, grupos) em seu ambiente natural. É o mais comum nas ciências sociais.
- Desenho de laboratório: Se você coleta dados em um ambiente artificial ou controlado criado por você.
- Desenho documental: Se as suas fontes são documentos (livros, artigos, fotos, arquivos, vídeos). Atenção! Não se trata apenas de ler; é analisar esses documentos para gerar conhecimento novo.
- Desenho de fonte mista: Se você combina fontes vivas e documentais.
2. Quando Você Coletará os Dados? (Temporalidade)
- Desenhos transeccionais (ou sincrônicos): Se você estuda um evento em um único momento no tempo, como uma fotografia.
- Desenhos evolutivos: Se você estuda um evento ao longo do tempo, como um filme, para reconstruir sua evolução.
- Retrospectivos: Se o filme já aconteceu e você olha para o passado.
- Contemporâneos: Se você grava o filme enquanto ele acontece no seu presente.
3. Quão Amplo é o Seu Foco? (Amplitude)
- Desenhos unieventuais: Se você se concentra em um único evento ou variável principal.
- Desenhos multieventuais: Se você considera múltiplos eventos ou variáveis de estudo.
4. Você Intervém ou Apenas Observa? (Controle do Pesquisador)
Esse critério se aplica principalmente quando o seu holótipo é integrativo (interativo, confirmatório ou avaliativo).
- Desenho não experimental: Você não manipula nenhuma variável, apenas observa e analisa o que já existe. A maioria dos desenhos de campo e documentais se enquadra aqui.
- Desenho expost-facto: Você estuda os efeitos de algo que já aconteceu sem a sua intervenção (por exemplo, o impacto de uma lei já implementada).
- Desenho quase-experimental: Você aplica uma intervenção (uma oficina, um programa), mas não tem controle total sobre todas as variáveis (ex.: não é possível distribuir os participantes ao acaso).
- Desenho experimental: Você tem o máximo de controle. Manipula variáveis, distribui os sujeitos aleatoriamente em grupos (controle e experimental) e busca estabelecer relações de causa e efeito.
Sobrecarregado com as opções? A Tutoeris ajuda você a definir o seu desenho
Escolher a combinação correta desses critérios pode ser complexo. Um erro aqui pode comprometer a validade da sua tese. É justamente nesse ponto que a orientação metodológica da inteligência artificial da Tutoeris se torna indispensável.
No Hub de Projeto da Tutoeris, depois de definir o seu enunciado holoprático e o seu holótipo, a plataforma orienta você na seção do Marco Metodológico. Ela não deixa você sozinho; ao contrário, faz as perguntas-chave:
- “A sua principal fonte de dados serão documentos ou pessoas em seu ambiente?”
- “Você coletará os dados em um único momento ou ao longo de um período para observar sua evolução?”
- “A sua pesquisa implica manipular alguma situação ou você apenas observará o que já existe?”
Com base nas suas respostas, a inteligência artificial da Tutoeris não apenas sugere a combinação correta, mas também ajuda você a redigir a declaração formal para a sua tese. Ao final do processo, a plataforma apresentará a você uma afirmação clara como:
“O presente estudo enquadra-se em um desenho de campo, transeccional e multieventual.”
Isso fornece a você a terminologia correta, garante a coerência da sua metodologia da pesquisa e dá a você a confiança para avançar.
Conclusão
O desenho de pesquisa é o seu plano de ação para coletar evidências de maneira rigorosa. Ao compreender esses quatro critérios, você deixa de adivinhar e assume o controle da sua metodologia. É a diferença entre uma viagem errática e uma expedição bem planejada, que levará você a resultados válidos e confiáveis na sua tese.